O céu de Olbers
Num universo cheio de estrelas, cada linha de visada termina numa delas? Mude a idade do universo e a densidade de estrelas e meça o céu.
As três vistas
Linhas de visada. Um corte plano de um universo com estrelas sorteadas. Do centro saem 540 linhas, uma a cada dois terços de grau, e cada uma termina na primeira estrela que encontra — ou no horizonte, a distância que a luz teve tempo de percorrer desde o começo. A faixa de cima é o céu visto do centro: claro onde a linha bateu numa estrela, escuro onde não bateu. Ligue Universo infinito e eterno e o campo passa a se repetir sem fim: toda linha acaba numa estrela, e o céu inteiro acende.
As cascas. Cada anel é uma casca de estrelas em volta de você. A casca de raio dobrado tem quatro vezes mais estrelas, e cada uma brilha quatro vezes menos: as barras são todas iguais. Com infinitas cascas, a soma não tem fim. O horizonte desliga as cascas cuja luz ainda não chegou.
A luz esticada. A curva vermelha é a luz de um corpo a 3000 K — o universo quando ficou transparente. Estique o comprimento de onda e o pico sai do visível, passa pelo infravermelho e vai parar nos micro-ondas: a radiação cósmica de fundo, a 2,7 K.
Experimente
- Com o horizonte curto, aumente a densidade de estrelas até o céu ficar salpicado. Depois ligue o universo infinito: a densidade baixa não salva nada, só faz as linhas andarem mais antes de bater.
- Compare a porcentagem medida pelas linhas com a conta ao lado. A figura e a fórmula concordam dentro do sorteio — e no universo real, onde o livre caminho médio é da ordem de 2 × 10²⁴ anos-luz, a luz só percorreu uns 1,4 × 10¹⁰.